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ILHAS LENDÁRIAS E MÍSTICAS
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autorGilberto Schoereder
publicado porGilberto Schoereder
data19/8/2015 10:33:58
fonte
resumoDurante séculos, os mapas mostravam locais que não existiam, ou que só existiam na imaginação dos intrépidos navegadores marítimos. Algumas das indicações nessas cartas se deviam a erros de interpretação; outras derivaram de lendas muito antigas.

Aurbina/ Wikipedia 2004


Quando os europeus finalmente começaram a navegar “por mares nunca dantes navegados” – apesar de alguns povos já navegarem por esses mares há centenas ou milhares de anos –, eles também começaram a “descobrir” novas terras e, evidentemente, ilhas.
Os mapas que elaboraram continham informações muito pobres e muitos erros, de tal forma que, quando Cabral chegou ao Brasil, chamou o local de Ilha de Vera Cruz, entendendo que se tratava de uma grande ilha no caminho para as Índias Orientais.
Claro que essas informações são rechaçadas por alguns historiadores que entendem que os europeus já tinham conhecimento da existência de um continente do outro lado do Oceano Atlântico.
Para o objetivo dessa matéria, isso não é importante, e sim o fato de que muitas informações a respeito de ilhas existentes nos antigos mapas eram erradas. Algumas só foram corrigidas centenas de anos mais tarde.
De qualquer forma, essas falsas informações tiveram sua parcela de culpa no surgimento de inúmeras lendas a respeito de ilhas que apareciam e desapareciam, ainda que algumas lendas antecedam o período das grandes navegações europeias.
Vamos apresentar a seguir algumas dessas ilhas e suas histórias, reais ou não, baseadas em fatos ou apenas na imaginação.

Avalon
Certamente, uma das ilhas mais conhecidas da humanidade, diretamente ligada às histórias e lendas sobre o Rei Artur, e utilizada em inúmeras histórias de fantasia ao longo dos anos.
Diz-se que a menção à ilha surgiu pela primeira vez na obra Historia Regum Britanniae (A História dos Reis da Bretanha), em 1136, de Geoffrey de Monmouth. Ali, o autor diz que Avalon é o local onde a espada de Artur, Excalibur, foi forjada; e, posteriormente, o local para o qual Artur foi para se recobrar dos ferimentos recebidos na Batalha de Camlann, na qual foi derrotado por Mordred.


A Morte do Rei Arthur (James Archer, c. 1860).

Avalon também seria o local onde a Fada Morgana realizaria suas mágicas, ou mesmo seu local de origem, dependendo do rumo que a lenda segue.
Em seu livro seguinte, Vita Merlini (A Vida de Merlin, 1150), Geoffrey de Monmouth faz mais referências a Avalon, centrando-se, é claro, no mago Merlin. O autor também diz que, para chegar à ilha, era preciso ir de navio, e a descrição que faz do local parece ser baseada na descrição de Isidoro de Sevilha, ou Santo Isidoro de Sevilha (c. 560-636), em seu livro Etymologiae, no qual faz referência às Ilhas Afortunadas, local lendário ou com alguma relação com ilhas reais, uma vez que chegaram a ser identificadas como sendo as Ilhas Canárias.


A Senhora do Lago dá a espada Excalibur a Arthur (Alfred Kappes, 1880).

Seja como for, a lenda cresceu e modificou-se ao longo do tempo, e Avalon passou a ser considerada como uma ilha que estaria escondida do mundo em que vivemos por meio de artes mágicas, um local existente em outra dimensão à qual só poderiam chegar os iniciados, como Merlin e Morgana.
Outras versões associam Avalon a uma tradição ainda mais antiga, a das ilhas míticas do Outro Mundo, dos celtas, as ilhas do norte ligadas às lendas da Hiperbórea.

Hy-Brasil
Ou Brasil, e ainda Breasail. Não confundir com o nosso Brasil, é claro. A ilha faz parte das lendas irlandesas e estaria localizada a oeste da Irlanda, apresentada como um local povoado por mulheres jovens e belas e à qual apenas alguns poucos privilegiados conseguiam chegar.
Entra também na categoria de ilhas incorretamente mapeadas, e chegou a constar de mapas até o final do século 16.


O mapa de Abraham Ortelius mostrando toda a Europa (1572). A ilha de Brasil a leste da Irlanda.

No detalhe, a ilha Brasil no mapa de Ortelius.

Alguns historiadores chegaram a afirmar que o nome original da ilha era Breasail, que significava “ilha da beatitude”, tendo sido transformado em Brasil devido à palavra latina brasile, que identificava a cor vermelha forte. Sabe-se que entre 1480 e 1497 expedições marítimas partiram em busca da ilha, que jamais foi vista por alguém. Algumas vezes a lenda evoluiu, entendendo-se que ela era parte de uma civilização na qual nada faltava e tudo era perfeito.

Guanape
Grupo de ilhas no litoral peruano cujo nome foi ligado a um suposto sistema de túneis que, partindo do continente, próximo à aldeia de Otuzco, percorreriam mais de 100 quilômetros até atingir o oceano, cerca de 25 metros abaixo no nível do mar. A descoberta parece ter se dado por volta de 1971, quando um grupo de espeleólogos investigou cavernas numa região inca, descobrindo 6 comportas de 8 metros de altura, 5 de largura e 2,50 metros de espessura, a cerca de 62 metros de profundidade, com túneis em declive suave e cortados na pedra. As informações dão conta de que o relato completo dessa expedição foi publicado na publicação científica alemã Bild der Wissenschaft, de Stuttgart.
Não se sabe se os túneis chegavam até a ilha, uma vez que os exploradores não foram além, mas não parece existir qualquer indicação de aberturas de túneis nas ilhas.
Ou então tudo isso é mentira.

Ilha de Páscoa
No mundo que pode ser real ou não, a Ilha de Páscoa é um dos assuntos preferidos. Dez entre dez autores que pesquisam a possível existência de civilizações desenvolvidas no passado remoto do planeta falam sobre a ilha, em particular sobre os moais, as imensas e curiosas construções ali existentes.
Do lado oposto a esses pesquisadores, os historiadores têm feito de tudo para desmistificar as histórias a respeito da ilha e seus antigos moradores.


As famosas esculturas da Ilha de Páscoa (Foto: Aurbina/ Wikipedia 2004).

Os moais são estátuas esculpidas em rocha, com 10 a 20 metros de altura e com pesos que atingem 50 toneladas, representando figuras humanas. Diz-se que, antigamente, essas figuras usavam chapéus, também construídos em pedra, pesando 10 toneladas, e que foram encontrados em lugares distantes das estátuas.
Parte do misterioso passado da ilha pode estar escondido nas placas de madeira encontradas no local, com inscrições que, ao que se sabe, ainda não foram decifradas, chamadas rongorongo – ainda que sejam muitos os que afirmam conhecer a chave do segredo.


Exemplo de uma tábua com a linguagem rongorongo.

O primeiro registro de um europeu a chegar ao local foi do navegador holandês Jacob Roggeveen, em 1722. Mais recentemente, algumas excursões foram feitas até a ilha para provar que poderia ter sido colonizada a partir do continente. A mais famosa dessas excursões, a de Thor Heyerdahl, foi bastante criticada por um lado, e elogiada por outro. Conseguiu mostrar que seria possível realizar a difícil navegação, em tempos primitivos e com equipamento semelhante ao que se supunha usar na época. Por outro lado, alguns especialistas não concordam com os métodos utilizados por ele e sua equipe para tentar provar que os nativos poderiam ter esculpido e erguido, sozinhos, as gigantescas estátuas. Parece mesmo que ele chegou a danificar algumas no processo, e jamais foi possível provar que os instrumentos de madeira encontrados no local de construção das estátuas – na cratera do vulcão Rano Raraku, distante dos locais onde elas foram erguidas – poderiam cortar as estátuas, ainda na rocha. Tentativas realizadas por mais de um especialista mostraram a impossibilidade da ação com os instrumentos disponíveis na época, de forma que o mistério permaneceu. Os problemas técnicos com relação ao transporte das pedras – para não falar de como foram construídas – se complica quando se sabe que na ilha não existem árvores que poderiam ter sido cortadas para servir de cilindros, sobre os quais rolariam as estátuas. Também é costume dizer que a população da ilha seria insuficiente para realizar o trabalho de cortar, esculpir e transportar cerca de 600 estátuas. Por outro lado, Heyerdahl mostrou que as estátuas poderiam ter sido puxadas por um número relativamente pequeno de pessoas, segundo um método complicado e lento, mas eficaz, no qual as estátuas parecem andar, cada lado sendo puxado de uma vez.


Imagem panorâmica da cratera do Rano Raraku (Paolop/ Wikipedia).

Sabe-se também que as tábuas com inscrições eram em número muito maior, e que os missionários que chegaram à ilha se encarregaram de destruí-las ou enviá-las para a biblioteca do Vaticano, e a partir de então não se ouviu mais falar delas.
Os pesquisadores que apresentam uma explicação alternativa para o passado da civilização no planeta, geralmente relacionam a Ilha de Páscoa com Tiahuanaco e com as demais construções ciclópicas do planeta. As lendas da ilha se referem a tempos muito antigos, quando chegaram ao local homens voadores que acenderam fogos. O local é chamado “terra dos Homens-Pássaros”. As estátuas são conhecidas como orejonas, pois possuem orelhas compridas, o que também nos remete às lendas a respeito da deusa Orejona, que teria chegado a Tiahuanaco proveniente das estrelas, e que é vista como uma das evidências de intervenção de extraterrestres no planeta.
Para completar a confusão, sabe-se que as estátuas não retratam as feições dos habitantes originais da ilha ou do Pacífico.

Kasskara
O nome dado pelo povo hopi ao continente submerso, no oceano Pacífico, de onde teriam se originado, assim como vários outros povos da América do Norte, Central e do Sul, ou de onde foram levados pelos kachina. Este nome identifica o culto religioso dos hopi, mas também são vistos como espíritos ou seres sobrenaturais que acompanhariam as tribos hopi em suas peregrinações, ajudando-os e protegendo-os em situações difíceis.
Segundo as lendas, o continente de Kasskara submergiu lentamente, ao longo de uma guerra que envolveu vários continentes do planeta. O que restou dessa região foram as partes mais elevadas, que se tornaram as ilhas dos mares do sul. Aparentemente, essa história está ligada às lendas sobre o continente de Mu, que teria existido em algum lugar do oceano Pacífico.
Os defensores da chamada “teoria extraterrestre” afirmam que os kachina eram extraterrestres que moravam num planeta distante, chamado Toonaotekha, e costumavam vir à Terra de tempos em tempos. Teriam sido eles que ajudaram os povos do continente submerso a fugir, levando-os ao continente americano em “escudos voadores” e em “pássaros gigantes”.

Mu
Assim como a Atlântida existiu e desapareceu no Oceano Atlântico, o continente de Mu teria existido e desaparecido no Oceano Pacífico.
Claro que não é exatamente uma ilha – ou não seria chamado, assim como a Atlântida, de “o continente perdido”. Mas tem a mesma função das ilhas lendárias como sendo a origem misteriosa e mítica de alguns povos.
O surgimento do conceito é confuso, uma vez que às vezes Mu é chamado de Lemúria, cujo conceito surgiu no meio científico no século 19, mas foi rapidamente descartado. O nome Lemúria foi cunhado pelo zoólogo Philip Sclater, em 1864; ele chamou a atenção para a similaridade entre a fauna e flora de várias ilhas isoladas da região do Oceano Índico, imaginando então a possibilidade levantada pela geologia da época, de que uma imensa massa de terra se iniciaria no arquipélago malaio, passando pelo sul da Ásia e seguindo até Madagascar. O nome veio dos animais conhecidos como lêmures e da distribuição de suas colônias.
De um suposto continente desaparecido no fim do cretáceo, há cerca de 60 milhões de anos, o mito evoluiu com as teorias ocultistas de Helena P. Blavatsky. Segundo ela, a Lemúria não só existiu, como foi o lar da terceira raça da humanidade (de um total de cinco). Segundo ela, os lemurianos eram gigantes hermafroditas, de aspecto simiesco e ovíparos. Alguns possuíam quatro braços e outros um terceiro olho situado na nuca ou na testa, dado como prova de imensos poderes psíquicos. Eles teriam evoluído, após milhões de anos, para seres divididos em dois sexos.
W. Raymond Drake diz que os lemurianos, após milhões de anos de progresso, conseguiram construir naves espaciais, com algum tipo de energia ainda desconhecida por nós e, provavelmente, manteriam contato com alguns extraterrestres de planetas do sistema solar, como Vênus, por exemplo. Para alguns pesquisadores, os habitantes originais da Lemúria poderiam ser mesmo extraterrestres.


Mapa da Lemúria segundo William Scott-Elliott, comparando com os atuais continentes (The Story of Atlantis, 1896).

Alguns ocultistas falam da Lemúria como um continente e de Mu como outro, o primeiro no Índico, o outro no Pacífico, resultado da imensa confusão provocada pelo mito. Algumas pessoas ligadas ao ocultismo citam o Livro de Dzyan como fonte de conhecimentos sobre os lemurianos, inclusive fornecendo algumas descrições bastante detalhadas, não apenas de seu aspecto físico, mas de sua vida em geral. Afirmam que construíam casas gigantescas a partir de uma espécie de sequoia, utilizavam o ouro para seus adornos e tinham conhecimentos científicos avançados.
Tão fantásticas quanto as descrições dos ocultistas foram as narrações do coronel James Churchward (1852 – 1936), que estudou o assunto e escreveu vários livros sobre o continente perdido de Mu, fixando sua atenção no Pacífico. Ele iniciou suas investigações por volta de 1868, quando conheceu um sacerdote hindu, que o colocou em contato com tabuinhas muito antigas, que se diziam ter sido escritas pelos naacal, que ele relaciona com os irmãos santos da terra-mãe, Mu, e que têm relação com tábuas encontradas na América Central. A partir da suposta decifração dessas tabuinhas, Churchward elaborou toda a história da civilização de Mu, com riqueza de detalhes. As tábuas jamais foram mostradas, mas alguns estudiosos entendem que é perfeitamente normal que ele não as tenha mostrado, uma vez que faziam parte de um arquivo ou biblioteca secreta, como as que se diz existir no Vaticano e em outros locais da Europa e Ásia.


O mapa de James Churchward mostrando a localização de Mu (do livro O Continente Perdido de Mu, 1927).

Churchward dizia que a civilização de Mu já existia há mais de 50 mil anos, e teria sido destruída por um cataclismo, semelhante ao que se deu com a lendária Atlântida. Antes disso, porém, os habitantes – que, segundo alguns, se dividiam em vários tipos humanos – teriam saído ao mundo, espalhando sua civilização e seus conhecimentos. Segundo Churchward, o continente desapareceu há cerca de 12 mil anos e sua superfície cobria cerca de 10 mil quilômetros no sentido leste-oeste, e quase 5 mil no sentido norte-sul. Todas as ilhas atuais do Pacífico faziam parte de Mu.
Ainda segundo o coronel, foi nesse continente que o homem fez seu aparecimento sobre a Terra, há 200 mil anos, o que significa que ele seria o Jardim do Éden, ou paraíso, mencionado na Bíblia. Quando de sua destruição, possuía uma civilização altamente desenvolvida, inclusive cientificamente. As grandes civilizações como as da Babilônia, Índia e Egito eram simplesmente os últimos resquícios da grandeza de Mu.
Alguns pesquisadores afirmam que o nome Mu surgiu por um erro realizado pelo abade francês Charles Etienne Brasseur, ao traduzir um documento maia utilizando-se de um alfabeto compilado por Diego de Landa, bispo espanhol do século 16 que, ao não conseguir decifrar dois caracteres maias, juntou-os, formando a palavra Mu. Quando os documentos maias foram reavaliados recentemente, desmentiu-se que eles se referiam a um continente desaparecido. Posteriormente, outros pesquisadores voltaram a pesquisar o documento e, mais uma vez, surgiu a explicação de que realmente se tratava da narração de um continente desaparecido, que teria afundado no oceano. A grande maioria de seus habitantes teria morrido, enquanto alguns conseguiram fugir para o Egito, e outros para a América Central.
Mu era grande, misterioso e impenetrável aos nossos conhecimentos.

San Brandan
Uma ilha misteriosa, parte das lendas da Idade Média, procurada no oceano Atlântico sem nunca ser encontrada. Mais recentemente, em 1967, diz-se que a Ilha de San Brandan teria reaparecido perto da Ilha de Hierro, nas Canárias. Surgiu e desapareceu como uma miragem, e como vinha sendo relatado nas lendas. Alguns pretendem explicar essas aparições e desaparições súbitas da ilha afirmando que se trataria de um pedaço de outro universo, surgindo por instantes entre nós e desaparecendo pela mesma passagem dimensional. A ilha é tida pelos historiadores como uma das chamadas “ilhas fantasmas”, incorretamente mapeada.

Tule
Ou Thule. Tule faz parte das lendas sobre civilizações desaparecidas no passado remoto da Terra. Segundo Jacques Bergier e Louis Pauwels, autores do livro O Despertar dos Mágicos, a lenda remonta às origens do germanismo.
Tule seria uma ilha, ou região, situada no extremo norte do planeta, segundo alguns na Hiperbórea, no Círculo Ártico. Essa civilização teria conhecimentos mágicos inacreditáveis, que não se perderam completamente quando ela desapareceu, mas que passaram a ser disseminados por iniciados.
A lenda foi a origem da Sociedade Tule, uma das importantes sociedades secretas que fundaram a doutrina nazista na Alemanha. O mito pelo qual, segundo se diz, orientavam-se os líderes nazistas, falava de uma sociedade altamente desenvolvida que existiu no deserto de Gobi, há 30 ou 40 séculos, e que foi destruída por uma catástrofe, talvez de natureza atômica. O Gobi foi transformado em deserto na época, e os sobreviventes fugiram ou para o norte da Europa, ou para o Cáucaso. Diz-se que Thor, o deus nórdico, seria um dos heróis da migração. Na Sociedade Tule, esses emigrados eram vistos como os fundadores da raça fundamental, a ariana. Outras versões dizem que, após a catástrofe, aqueles que tinham o conhecimento se instalaram em cavernas sob o Himalaia – ligando a lenda com aquelas que falam de Agartha e Shamballah.


A ilha de Tule, na Carta Marina, de Olaus Magnus (1539). O nome está grafado como "Tile", a noroeste das ilhas Orkney.

Outras versões citam Tule não apenas como uma civilização situada na Hiperbórea, mas como sua capital, e que se encontraria justamente na chamada “porta da fenda”, a saída do universo terrestre, uma espécie de escape do nosso universo, o que a ligaria tanto com as noções a respeito da presença de extraterrestres agindo em nosso planeta em épocas remotas, quanto à ideia da existência de passagens dimensionais, ligando nosso universo aos demais.
Tule constou em inúmeros mapas antigos como sendo uma ilha, mas estudos modernos acreditam que se tratava de um daqueles erros de cartografia tão comuns nos passado, e Tule foi identificada como sendo, possivelmente, a Noruega, as Ilhas Orkney, as Ilhas Shetland, Islândia ou Groenlândia; como se vê, ainda não se sabe muito bem.