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A Teoria Gnóstica da Intromissão Alienígena
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autorJohn Lash
publicado porGilberto Schoereder
data14/9/2013 13:03:13
fonte
resumoSegundo antigos textos gnósticos, seres alienígenas estão se intrometendo de forma negativa em nossa sociedade há milhares de anos.

Jeferson Rodrigues


A Teoria Gnóstica da Intromissão Alienígena

A noção de que seres alienígenas estão se intrometendo de forma negativa em nossa sociedade e afetando nosso desenvolvimento não surgiu recentemente. Antigos textos gnósticos já se referiam à presença dos Arcontes em nosso sistema solar.

 

John Lash

 

 

 

 

 

 

Foto: Jeferson Rodrigues.

Desde a explosão do fenômeno envolvendo extraterrestres e OVNIs, em 1947, a especulação sobre a intromissão alienígena no planeta Terra se alastrou. Meia dúzia de teorias dominou o debate, mas existe uma teoria que ainda tem de ser examinada. Ela não surgiu depois de 1947, mas aproximadamente 1.600 anos antes. Para ser preciso, a evidência dessa teoria veio à luz por meio de uma descoberta no Egito, em dezembro de 1945, ainda que a significância do achado não foi percebida até... imaginem quando?; 1947.
Naquele ano, o estudioso francês Jean Doresse identificou a descoberta egípcia em Nag Hammadi como um esconderijo de raros textos gnósticos. Gnosticismo é o rótulo que estudiosos usam para um corpo de ensinamentos derivados das Escolas de Mistério na Antiguidade pré-cristã. Gnósticos que protestaram contra as doutrinas cristãs – como a da recompensa divina e a da ressurreição de Cristo – foram considerados heréticos e brutalmente oprimidos nas primeiras conversões à "fé única e verdadeira". Essa é a história não contada de como os Mistérios acabaram. Desde aquele ano marcante, 1947, alguns dos conhecimentos perdidos das Escolas de Mistério foram recuperados.
A Gnosis (conhecimento interior) era um caminho de misticismo experimental no qual os iniciados nas Escolas de Mistério exploravam livremente a psique e o cosmo. Usando plantas psicoativas, ioga e magia sexual, esses antigos videntes experimentaram estados alterados e desenvolveram siddhis, habilidades ocultas como clarividência e visão à distância. A Gnosis era uma espécie de ciência noética ióguica fundida com parapsicologia. Em estado de percepção intensificada, os gnósticos desenvolveram uma ampla visão cosmológica centrada numa deidade feminina, a Divina Sofia. O mito gnóstico da criação é singular ao incluir uma explicação plenamente desenvolvida de como seres alienígenas inorgânicos se tornaram presentes em nosso sistema solar.

O material de Nag Hammadi contém relatos de experiências visionárias dos iniciados, incluindo encontros de primeira mão com os seres inorgânicos chamados Arcontes. Os preceitos gnósticos explicam que essas entidades surgiram nos estágios iniciais da formação do sistema solar, antes que a Terra fosse formada. Os Arcontes habitam o sistema solar, mas não podem penetrar na Terra.


Sem poder entrar na Terra, os Arcontes interferem com nos realidade (Foto: NASA/ Apollo 8: Bill Anders).

Interessantemente, essa visão gnóstica está de acordo com a visão de Jacques Vallée, que sustenta a ideia de que ETs ciborgues provavelmente pertencem ao setor planetário local. Vallée também propôs que o enigma ET/OVNI é um “sistema de controle espiritual”, um fenômeno que “se comporta como um processo de condicionamento” (no livro Messengers of Deception).
Isso é exatamente o que os gnósticos disseram sobre os Arcontes: eles podem afetar nossas mentes por meio de técnicas de condicionamento subliminar. Suas principais táticas são o erro mental (vírus intelectual, ou falsa ideologia, especialmente as doutrinas religiosas), e simulação. Os Arcontes são predatórios, ao contrário de um grande número de seres não-humanos e de outras dimensões também conhecidos dos gnósticos, seres que são benevolentes ou neutros com relação à humanidade.
Descrições físicas dos Arcontes ocorrem em vários códices gnósticos. Dois tipos são claramente identificados: o tipo recém-nascido ou embrionário, e o tipo draconiano ou reptiliano. Obviamente, essas descrições se encaixam nas descrições dos greys e reptilianos que surgem nos relatos contemporâneos.
Investigando o material gnóstico, é realmente um choque descobrir que os antigos videntes detectaram e investigaram o problema da intromissão alienígena durante o primeiro século de nossa era, e certamente bem antes (os Mistérios datam de muitos séculos antes da era cristã). O que é assombroso a respeito da teoria gnóstica dos Arcontes é não apenas o fundo cosmológico (explicando as origens dessas entidades e a razão de seu emaranhamento com a humanidade), mas a especificidade de informação sobre o modo de agir dos alienígenas, descrevendo como eles operam e o que eles querem de nós.
Os gnósticos ensinaram que essas entidades nos invejam e se alimentam do nosso medo. Acima de tudo, eles tentam nos impedir de reivindicar e desenvolver nossa “luz interior”, o presente da inteligência divina interior.

Ainda que eu não possa dizer que os ensinamentos gnósticos sobre os Arcontes, ou o que resta de tais ensinamentos, tenham todas as respostas para o enigma ET/OVNI, uma coisa é clara: eles apresentam uma análise coerente e abrangente da intromissão alienígena, assim como práticas específicas para resistir a ela. Eles são muito mais completos e sofisticados do que qualquer teoria em discussão hoje em dia.
Para resumir, os antigos videntes dos Mistérios na Europa e no Levante parecem ter conseguido, dois mil anos atrás, o que muitos de nós têm tentado desde 1947: entender quem são os ETs, de onde se originam, como se relacionam conosco e, mais importante de tudo, como nós devemos nos relacionar com eles.
Até onde tenho conhecimento, além de mim apenas um escritor falando sobre o tema ET/OVNI relacionou diretamente os Arcontes gnósticos com os ETs contemporâneos. É Nigel Kerner, cujo livro The Song of the Greys é uma contribuição estranha, única e pouco conhecida ao debate. Kerner cita os textos de Nag Hammadi apenas de passagem, e não se fixa muito nos ensinamentos gnósticos a respeito dos Arcontes. Ele dá muita atenção à interferência alienígena com o genoma humano, mas essa reivindicação não se sustenta contra a análise gnóstica.


O Codex IV, dos textos de Nag Hammadi.

Os textos gnósticos usam linguagem mitológica para descrever eventos reais na pré-história, assim como desenvolvimentos a longo prazo na psique humana. Segundo os antigos videntes, os Arcontes não podem acessar nossa composição genética, mas eles podem falsificar uma intervenção. Considerando a confusão da humanidade nos tempos modernos, uma falsa intervenção pode ser tão efetiva quanto uma real. Isso simboliza a tática arconte de nos fazer imaginar e acreditar em coisas que não são verdadeiras, e a aceitar a simulação pela realidade. Nesse sentido, os gnósticos ensinaram, esses primos alienígenas podem desviar a raça humana de seu curso evolutivo adequado e verdadeiro.
A ênfase sem paralelo na Deusa Sofia é a mais inspiradora mensagem da Gnose. Os antigos videntes ensinaram que, por meio de uma ligação especial com a Deusa, nossa espécie pode superar os Arcontes e assegurar um futuro humano e humanitário para a Terra.

Leia mais em:
www.metahistory.org/index.php

John Lash, um dos fundadores do Metahistory.org, já foi descrito como o sucessor de Mircea Eliade. É um estudioso do mundo da mitologia, tantra, mistérios pré-cristãos e alquimia. Seus trabalhos publicados incluem The Seeker’s Handbook: The Complete Guide to Spiritual Pathfinding (1991), Twins and the Double (1993), The Hero – Manhood and Power (1995) e Quest for the Zodiac (1999).

 

Os Arcontes

Segundo explica o site http://www.metahistory.org/, Arconte vem do grego archai, significando “origens, os objetos primordiais, antes do tempo”. No mundo mediterrânico clássico, archon era comumente usado para designar o governador de uma província ou, mais vagamente, qualquer autoridade religiosa ou governamental. Por isso o plural, archons, nos textos gnósticos, é frequentemente traduzido como “as autoridades”.
John Lash, em seu “costumeiro hábito de tentar o impossível”, propôs três definições ou níveis de definição para os Arcontes.
O primeiro é cosmológico. Na cosmologia gnóstica, os Arcontes são uma espécie de seres inorgânicos que surgiu no sistema solar antes da formação da Terra. São ciborgues habitando o sistema planetário (com exceção da Terra, Sol e Lua), sistema que é descrito como sendo um mundo virtual (stereoma) que eles construíram imitando as formas geométricas emanadas do Pleroma, o reino dos Geradores, os Deuses Cósmicos.


(Foto: NASA/ESA).

O segundo nível é o noético-psicológico. Na psicologia gnóstica, a ciência noética das Escolas de Mistério, os Arcontes são forças alienígenas que se introduzem subliminarmente na mente humana e desviam nossa inteligência de suas aplicações mais apropriadas e sadias. Não são eles que nos fazem agir desumanamente – já que todos temos o potencial de ir contra nossa natureza inata, violando a verdade em nossos corações –, mas eles nos fazem seguir o comportamento desumano até extremos violentos e extraordinários. Assim, os Arcontes são parasitas psicoespirituais.
Como entidades inorgânicas de dois tipos, embrionário e reptiliano, os Arcontes podem, em certos momentos, penetrar na atmosfera terrestre e aterrorizar os humanos, ainda que não exista uma razão ou ordem para essas incursões, uma vez que eles não podem permanecer por muito tempo na biosfera e, de qualquer modo, eles não têm um plano para executar aqui.
Eles existem tanto como uma espécie alienígena independente da humanidade, como uma presença em nossas mentes, mais propriamente um conjunto de programas operando em nosso ambiente mental. Trabalhando por meio da telepatia e sugestão, eles tentam nos desviar do curso de evolução mais adequado. Sua técnica mais bem sucedida é usar a ideologia religiosa para insinuar seu modo de pensar. Segundo os gnósticos, o salvacionismo judaico-cristão é o primeiro plano dos Arcontes, um implante alienígena.
O terceiro nível é o sociológico, e na visão gnóstica da sociedade os Arcontes são forças alienígenas que agem através de sistemas autoritários, incluindo sistemas de crença, de forma a fazer os humanos se virarem contra seu potencial inato e violar a simbiose da natureza.
Os Arcontes não são o mal, no sentido de possuírem poderes autônomos de destruição que possam aplicar diretamente na humanidade. Eles são agentes do erro, mas o erro humano, quando não é corrigido e segue além da possibilidade de correção, se transforma no mal e trabalha contra o plano universal da vida.
Como os Arcontes precisam da cumplicidade humana para ganhar poder sobre a humanidade, qualquer um que os ajude também pode ser considerado um tipo de Arconte, um acessório.

[Gilberto Schoereder]